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CAMPOS DOS GOYTACAZES
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Estudo CBR para pavimentação em Campos dos Goytacazes: suporte real do subleito

Engenharia geotécnica com critério regional.

SAIBA MAIS

A planície aluvial do rio Paraíba do Sul define o subsolo de Campos dos Goytacazes: argilas siltosas com lentes de areia fina, saturação elevada e lençol freático a menos de 2 metros em boa parte da área urbana. Quem projeta um pavimento aqui sabe que o subleito não perdoa generalizações. O ensaio CBR quantifica essa resposta — mede a resistência à penetração e a expansão do solo compactado na energia de projeto. É o parâmetro que separa um dimensionamento empírico confiável de um palpite caro. Antes de definir a espessura das camadas, convém cruzar o CBR com a granulometria do material de empréstimo e verificar se a jazida atende à faixa especificada no DER-RJ. Em trechos com histórico de recalque, o monitoramento de escavações durante a terraplenagem complementa a investigação e reduz surpresas na etapa de sub-base.

O CBR não mede só resistência — ele quantifica a sensibilidade do solo à água, e em Campos esse fator define a vida útil do pavimento.

Nossas áreas de serviço

Metodologia e escopo

A expansão urbana de Campos a partir dos anos 1970 ocupou áreas de várzea drenadas por canais, onde o solo orgânico superficial raramente ultrapassa CBR 3%. Os loteamentos mais recentes no eixo da BR-101 avançaram sobre tabuleiros terciários com perfil mais laterítico, onde o CBR sobe para 8% a 15% sem aditivo. Essa variabilidade espacial exige uma campanha de sondagem que represente cada unidade geotécnica do traçado. A norma DNER-ME 049/94 orienta a compactação na energia Proctor normal ou intermediária, mas a escolha da energia certa depende do tráfego previsto — e é aí que muitos projetos subdimensionam. Para vias de alto volume, o ensaio Proctor na energia modificada fornece a curva de compactação que alimenta o molde do CBR, garantindo que o valor medido reflita a densidade máxima real de campo. Em interseções com tráfego pesado, o pavimento rígido pode ser uma alternativa técnica quando o CBR do subleito está abaixo de 4% e a remoção de solo mole se torna antieconômica.
Estudo CBR para pavimentação em Campos dos Goytacazes: suporte real do subleito
Imagem técnica — Campos dos Goytacazes

Contexto geotécnico local

O contraste entre a estiagem do inverno e as chuvas de verão em Campos — que ultrapassam 200 mm mensais em dezembro e janeiro — expõe a fragilidade de um dimensionamento baseado em CBR de amostras secas. A expansão medida na imersão de 4 dias revela o que acontece quando a água atinge o subleito: solos argilosos da Formação Barreiras podem expandir mais de 2%, gerando trincas longitudinais em menos de duas estações. A norma pede sobrecarga de 4,5 kg durante a imersão, simulando o confinamento da camada de pavimento, mas em bordos de pista sem contenção lateral essa condição não se mantém. O resultado é um CBR de laboratório que superestima o suporte real nas laterais da via. Projetos que desconsideram a drenagem profunda e a sazonalidade do lençol freático local estão fadados a intervenções corretivas antes dos cinco anos.

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Normas de referência

DNER-ME 049/94 — Solo: determinação do Índice de Suporte Califórnia, DNER-ME 162/94 — Compactação de amostras para ensaio CBR, DNIT 145/2012 — Pavimentação: sub-base estabilizada granulometricamente, ABNT NBR 9895:2016 — Solo: determinação do Índice de Suporte Califórnia

Dados técnicos

ParâmetroValor típico
Norma de referênciaDNER-ME 049/94
Energia de compactaçãoProctor Normal ou Intermediário
Diâmetro do molde152 mm
Pistão de penetração49,6 mm de diâmetro
Velocidade de penetração1,27 mm/min
Imersão para expansão4 dias com sobrecarga padrão
Penetração de referência2,54 mm e 5,08 mm
Teor de umidade ótimaDeterminado na mesma energia do CBR

Dúvidas comuns

Qual o valor de um ensaio CBR completo em Campos dos Goytacazes?

Um ensaio CBR individual, incluindo compactação na energia Proctor normal e expansão, custa em média R$ 450. Para um pacote de cinco pontos ao longo de um traçado, o valor fica em torno de R$ 2.000, já com deslocamento da equipe até o município e coleta das amostras.

Quantos pontos de CBR são necessários por quilômetro de via?

A prática recomendada pelo DNIT indica um furo de sondagem com coleta para CBR a cada 100 a 200 metros, alternando entre bordo e eixo da pista. Em Campos, onde a variabilidade lateral do solo aluvial é alta, sugerimos no mínimo um ponto a cada 150 metros, com amostras em duas profundidades quando o subleito muda de cor ou textura.

Quanto tempo leva para sair o resultado do CBR?

O ensaio completo exige 4 dias de imersão, mais 24 horas para compactação e ruptura. O relatório é entregue em até 7 dias úteis após a coleta. Se houver urgência, podemos liberar o resultado preliminar do CBR sem expansão em 3 dias, mas a expansão é obrigatória para o dimensionamento final.

O CBR substitui a sondagem SPT no projeto de pavimento?

Não. O SPT identifica a espessura das camadas e a posição do lençol freático, informação que o CBR isolado não fornece. O CBR complementa o SPT: o primeiro diz 'quanto suporta', o segundo diz 'até onde escavar'. Em Campos, onde o lençol está a menos de 2 metros em bairros como Parque Leopoldina, essa informação é crítica para definir a cota de subleito.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Campos dos Goytacazes e sua zona metropolitana.

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