Campos dos Goytacazes cresceu sobre uma planície aluvial extensa, onde o Rio Paraíba do Sul depositou sedimentos por milênios. O centro histórico e os bairros que margeiam o canal Campos-Macaé estão assentados sobre camadas de areia fina saturada, um cenário que exige atenção redobrada em projetos de fundação. A cidade respira engenharia pesada — do Porto do Açu às torres eólicas que pontilham o horizonte — e ninguém quer surpresa com recalque diferencial ou perda de capacidade de carga durante a vida útil da estrutura. Nossa equipe técnica já avaliou dezenas de perfis na região, sempre com o mesmo ponto de partida: entender se o pacote arenoso sob o lençol freático tem potencial de liquefação. Em paralelo, realizamos sondagens SPT para obter o N60 e a estratigrafia precisa, e quando o projeto exige perfil contínuo, aplicamos o ensaio CPT para leitura de resistência de ponta e atrito lateral sem perturbar a amostra.
Areia saturada, N-SPT baixo e lençol a menos de dois metros: a combinação que mais acende alerta de liquefação na baixada campista.
