Já vimos obra em Campos dos Goytacazes especificar vibrocompactação com malha genérica de 3,0 m, ignorar a variabilidade das areias aluvionares do Paraíba do Sul e depois ter recalque diferencial na sapata do silo. O erro não estava na técnica — estava na ausência de um projeto de vibrocompactação calibrado para a estratigrafia real do terreno. A vibrocompactação densifica areias limpas por vibração profunda e rearranjo de partículas, mas o raio de influência, o espaçamento e a energia precisam ser definidos com campanha de sondagem robusta. Sem isso, o tratamento fica irregular e a obra herda recalques que ninguém consegue corrigir depois. Empreiteiras que atuam no Porto do Açu aprenderam rápido: o ensaio CPT com medição contínua de qc e atrito lateral identifica camadas fofas com precisão que o SPT simplesmente não alcança. Com esses perfis, o projeto define malha triangular ou quadrada, diâmetro do vibrador e sequência de furos por fase, respeitando a energia real que o equipamento entrega na profundidade de projeto. A diferença entre um tratamento homogêneo e um solo que recalca está justamente nessa etapa de engenharia que muitos tentam pular para economizar cronograma.
Vibrocompactação bem projetada entrega areias com densidade relativa acima de 70% e elimina recalques por colapso em solos saturados do litoral campista.
