Uma escavação de 8 metros na Avenida 28 de Março, bem no centro de Campos dos Goytacazes, enfrentou lençol freático a 1,5m de profundidade. O solo era argila orgânica mole, típica da planície aluvionar do Rio Paraíba do Sul. O projeto previa contenção com estacas prancha, mas sem monitoramento geotécnico constante o risco de recalque nas edificações vizinhas era alto. Instalamos inclinômetros e piezômetros ao longo de todo o perímetro. Cada leitura nos dava o comportamento real da contenção. Em Campos dos Goytacazes, onde o nível d’água é raso e o solo tem baixa resistência, a instrumentação de campo não é um complemento — é a diferença entre obra segura e paralisação por instabilidade. Acompanhamos deslocamentos horizontais e subpressões durante as 14 semanas de escavação, ajustando o rebaixamento conforme os dados. Para obras próximas ao centro histórico, recomendamos sempre integrar o monitoramento com sondagens SPT que definam o perfil geotécnico antes da mobilização.
Em solo aluvionar saturado, a diferença entre recalque aceitável e colapso estrutural está nos milímetros que o inclinômetro registra a cada leitura.
