A planície aluvial do Rio Paraíba do Sul molda o subsolo de Campos dos Goytacazes com camadas intercaladas de argilas orgânicas moles e lentes de areia. Quem constrói aqui sabe que a variabilidade vertical é extrema: em um metro de profundidade o comportamento do solo pode mudar completamente. Por isso, o ensaio de densidade in situ com cone de areia deixa de ser apenas uma verificação contratual e vira uma necessidade técnica real. Em aterros sobre argila mole, cada desvio de 2% na compactação pode significar recalque diferencial em menos de um ano. Nossa equipe roda a região com frequência — da área central até os condomínios de Guarus — e conhece os desafios logísticos de executar o cone de areia em terrenos com lençol freático a 1,5 m da superfície. O procedimento completo segue a NBR 7185:2016, com areia calibrada Ottawa 20-30 e balança de precisão de 1 g aferida no local antes de cada campanha, o mesmo rigor que aplicamos em sondagens SPT quando o perfil estratigráfico exige investigação complementar.
Em solos aluviais com lençol freático raso, o cone de areia é o único método direto que entrega densidade in situ com confiança — mas exige sequência de campo impecável.
