O laboratório móvel chega ao canteiro de obras em Campos dos Goytacazes equipado com a prensa de carga repetida e o molde tripartido. É o primeiro passo para extrair os parâmetros de resiliência do solo local—aquele comportamento elástico que o pavimento vai apresentar sob a ação de milhares de ciclos de carga. Na planície aluvionar do rio Paraíba do Sul, onde a cidade está assentada sobre espessos depósitos argilosos, as propriedades mecânicas variam radicalmente de um ponto a outro. Um estudo geotécnico detalhado, que inclui a caracterização dos materiais do subleito e da camada de reforço, é indispensável. O dimensionamento do pavimento não começa na capa asfáltica: começa 1,5 metro abaixo, na umidade de equilíbrio do solo. Para entender a capacidade de suporte da fundação, complementamos a análise com o CBR viário em amostras indeformadas, correlacionando os resultados com os módulos de resiliência obtidos em laboratório.
O módulo de resiliência do subleito em solos argilosos de Campos pode variar de 80 a 250 MPa, dependendo da sucção matricial na estação seca.
