Em Campos dos Goytacazes, cidade com mais de 500 mil habitantes localizada na região de sedimentação aluvionar da Bacia de Campos, a combinação de solos com baixa capacidade de suporte e o potencial de eventos sísmicos, ainda que de baixa magnitude, exige uma análise estrutural que vá além do convencional. A NBR 15421:2006 estabelece os requisitos para o projeto de estruturas resistentes a sismos no Brasil, e sua aplicação se torna ainda mais pertinente quando observamos a resposta dinâmica de depósitos sedimentares profundos como os da planície campista. Em nossa experiência, a integração de um projeto de isolamento sísmico de base desde a fase de concepção arquitetônica é a medida mais eficaz para garantir a segurança e a funcionalidade de edifícios essenciais, como hospitais e centros de distribuição logística, que não podem ter a operação interrompida. A sinergia entre o isolamento sísmico e a caracterização do solo local é fundamental, e para isso frequentemente recorremos a ensaios de prospecção como o ensaio CPT para mapear a estratigrafia de forma contínua e definir o perfil de velocidades de onda cisalhante necessário para a modelagem.
Em solos sedimentares como os de Campos dos Goytacazes, o isolamento sísmico de base reduz as acelerações de piso em até 60%, protegendo não só a estrutura, mas também seu conteúdo.
