Um erro comum em obras na planície de Campos dos Goytacazes é subestimar a variabilidade das camadas de solo mole intercaladas com lentes de areia. Perfurações SPT espaçadas podem não capturar essas transições sutis, levando a projetos de fundação que ignoram bolsões compressíveis. O ensaio CPT resolve essa limitação ao fornecer um perfil praticamente contínuo de resistência de ponta (qc), atrito lateral (fs) e, com o piezocone, a pressão neutra (u2). Em terrenos formados por sedimentos do Rio Paraíba do Sul, onde a estratigrafia muda em poucos metros, essa densidade de dados é decisiva. Nossa equipe em Campos dos Goytacazes utiliza um penetrômetro eletrônico de 20 toneladas, calibrado conforme a norma ABNT NBR 12069, capaz de atravessar camadas de argila mole e atingir o impenetrável com precisão. Para complementar a investigação em locais com presença de areias mais compactas, recomendamos integrar os resultados com sondagens SPT para correlações locais.
O CPT entrega um perfil estratigráfico com resolução centimétrica, eliminando as zonas cegas entre amostradores que comprometem projetos na planície aluvial.
